Na madrugada acordouO fuso o enganouSem pensarFoi pro elevadorNem se abalouNão virouPra moça do barOlharA capital despertouPro hotel então voltouEram dezQuando telefonouPediu caféLeu em péO velho jornalLocalEstá sempre sóNão sente faltaEstá sempre sóDa sombra não se separaEstá sempre só?No taxi, o frio deixouO calor do motorEsquentarO seu rosto sem corSeco demaisDe um lugarDistante pra seLembrarNa areia gasta do marNo cinza do olharRelembrouEra setenta e oitoLivre afinalSentiu serSeu próprio prazerMudouJá estava sóNão se importavaJá estava sóSua estrada fôra traçadaJá estava sóEstá sempre sóNão sente faltaEstá sempre sóDa sombra não se separaEstá sempre só?Na areia gasta do marNo cinza do olharRelembrouEra setenta e oitoLivre afinalSentiu serSeu próprio prazerSem ser formalE nem sentimentalLivre afinal