Tudo passa essa é minha vidapassa nada minha queridaAtividade de cria, na cidade da mentiraO pecado rola solto, salto alto e os mano loucoTudo rouco, três pipoco, e só se ouve a gritariaCorre corre, correria, as esquinas tão sombriasSó o som da ventania, já tá ficando de diaGatos, ratos, rataria, sirene da polÃciaCalças legging são entregues direto da academiaA companhia não é boa, eu sigo atento, firme e fortePego a chave, giro a chaveexplodo os graves e os holofotesA minha sorte confrontou com o azar do adversárioBandeirando, se esguelandoem São Cristovão, São JanuárioNão é só lazer, doidão, é a razão da minha existênciaSe eu fizesse por fazer, não haveria sobrevivênciaEu bato continência, pra quando o sol se porMais uma noite fria, pra um corpo com calorMais um amor bandido, mais uma taça secaMais um belo sorriso, e o branco tá na mesaTem menos solidão, do que o habitualE o clima fica tenso, tem incenso, é ritualToda carga negativa, no ambiente se dissipaJack estripa, Panão ama, enquanto o ódio se antecipaà aqui que a febre gripa, pipa corta sem cerolOnde o lÃquido destila, desce a dose de etanolà a chaveà a portaà a ruaà o fardoNa noite todo gato é pardoà o crimeà o cremeà as putaOs embalosSe vacilar, fica de raloEu tenho a chave dessas ruas primo, vivo nesse chãoEntão pisa manso, olho nos ganso, Pilares, AboliçãoZona norte forte porte ou sorte deixa baixoDisciplina ou sai voado que é pra não tomar esculachoOs cana sente, o clima é quente, atividade nesse asfaltoGol bolinha apagado, aà tu bota as mãos pro alto »Na parede, tem flagrante no teu bolso, cidadão? « Não senhor, sou daqui da área, não tem nada nãoPerguntou, revistou, Rg depois saiuOprimir trabalhador é foda, puta que pariuQuem tem que pegar não pega, de terno lá em BrasÃliaEnxuga o gelo e lava as mãos pra tanto chefe de quadrilhaPorque eu sei que tá mandado, sei que tá mandadoO poder é paralelo a corrupção lá do senadoDeixa pra lá, acostumado, madrugada coisa e talSelva eu sou o lobo da estepe, as esquina são meu quintalNada igual, pra quem é daqui, sabe qual a leiNão vi, também não ouvi, tô ligado não, nem seiSó os postes de mercúrio na rota noturnaNo turno vagabundo enfurna, neguin faz até fortunaPaz soturna eu vou remando, meu skate tranquilãoNos foninhos, meditando com um Rap do bomJá escoltei de canto lá na outra esquina1, 2 nem me viu, já sumi na neblinaà a chaveà a portaà a ruaà o fardoNa noite todo gato é pardoà o crimeà o cremeà as putaOs embaloSe vacilar, fica de ralo