A calçada é de granito o dinheiro é público e custou caroNo bairro é só pedra, anti pó ou chão de barroVandalismo é um banco de mil setecentos e cinquenta reaisEnquanto morrem no corredor faltando leitos nos hospitaisCanteiro de obras em época eleitoralFalta pra escola e tem palácio no natalSupervalorizam futilidades pra grupos pequenosMostram na cara dura o descaso com quem tem menosSorrindo, o polÃtico fala e vai mentindoSuperfaturando os estádios, o dinheiro vai sumindoGastando no que não precisa favorece empreiteiraSer amigo do dono que ganhou a licitação inteiraExistem dois brasis, um na mão dos polÃticos imbecisQue roubam e raspam o chassi, e o outro que é o nosso paÃsDaqui pra frente é diferente pra gente viverSe o valor é igual pra todos agora é o povo no poderPor que as coisas tem que ser assimSerá que um dia isso vai ter fimSerá que o povo vai ter que aguentar assimVem pra rua vem pra ruaA causa também é suaVem pra rua vem pra ruaA luta continuaProtesto todo dia até acabar a patifariaViolência é o abuso de poder público sobre a maioriaà só o começo o gigante acordou, acordouGreve geral todo dia primeiro em prol do trabalhador10 Milhões que querem xeque mate aos colarinhos chefePena de morte pra corrupção, o povo saiu da internetPra recuperar a moral do congresso, amigo essa é a horaO dinheiro da copa faz reforma, em cada hospital e escolaBem alto a boca maldita grita, « vem pra rua » e se mobilizaNão são vinte centavos, é o roubo na cara todo diaCondenados, deputados e presidente do serradoIndignado, o povo invade o congresso e o senadoCom urgência, desliga a Tv pra sua inteligênciaNenhum partido representa a massa na rua sem violênciaSeu poder hoje é menor, tanta ganância e desesperoAmanhã vai ser maior, é tudo culpa do dinheiroPara de derrapar nesse papo playback, entreEsquerda direita o caminho é pra frente troca logo esse stepA sensação da multidão é revolta e indignaçãoEsqueceram os princÃpios fundamentais da constituiçãoManda quem pode e se fode, obedece quem tem juÃzoRoubalheira de milhões pedindo protesto sem vandalismoSem máscara de filme, nossa indignação você filmaQual mentira vou acreditar, Sarney, Calheiros ou Dilma