à noite a dama me excitaA lua iluminou, cuidado a coruja anunciaA caça e o predadorà noite a dama me excitaA lua iluminou, cuidado a coruja anunciaGatos e ratos dominam a escuridãoHomens em extinçãoA viúva negra armou sua teiaBaratas são baratas, uma indigesta refeiçãoGafanhotos saqueiam gambás na sarjetaGansos alertam a fita é muita tretaMas a madruga também respeitaO rato que roeu a roupa do reiE as formigas que trabalham em silencioSua lei, como queira, escolha a sua companhiaSeu companheiro, a luz do vaga-lumeOu a mercadoria do pombo correioVida noturna cheia de fases, cheia de medosOnde cigarras mendigam cigarros dos morcegosVários moscam, se deixam levarPelos fuxicos dos mosquitos botequeiros, KRÃZ!Macacos quebram o galho, cobras criam entreveiroQuerem dinheiro do pavãoQue cachorros guardamMas gatos caçam, cercam, roubam a cenaPorcos prendem sem penaDaniel na cova dos Leões, insônias, cançõesA noite louva – DeusSábado a noite,A selva iluminadaOs animais cercam as presasO código é o crimeE os fracos precisam pagar…Lua cheia não por acasoO dia passa e o sono vai embora,O grito da coruja avisa sem vacila o momento é agoraRuas sem gambé, mas com gambé e os carros da horaAvisam que ali é que o dinheiro rodaSorriso do galo e a roupa da modaO mais quente embolsa e não participa da fodaCuide da sua filha o rei da selva joga sinuca, pita cachimboO olho na rua procura a próxima da matilhaPalavra só na hora do botePromessa cumprida é a coruja na mãoE a garopa no bolsoVermes são vermes na noite e no diaEsposas procuram coelhos,Cadelas se escondem na sombraMesmo que ela esteja manchada de vermelhoAs gralhas as hienas e as gazelasPassam e fecham as janelasUmas riem e outras tremem ao ver as ferasA noite a lua, a selva, o amor, a desgraça a festaUm salve a caridade dos humanos motoqueirosQue distribuem o sopro da vida aos excluÃdos da floresta….Ela já foi por muitos cantadaà perigosamente sábia, amadaNoite a velha senhora, sedutora da vidaAmante das horas, menina dos dramas,Mulher das sagas, a lâmina fria na hora da caça…