A Ratoeira – Banda Bicho do Mato – letras

Sujam as mãos na constituição com a tinta frescaDiscutem toda a situação numa mansão burlescaGastam recursos a dar discursos e emprego verbalDizem que é normalTer um mar sem salProjectam-se no céu e dizem-nos que foi milagreVão tentando adoçar-nos a boca com vinagreE o tempo é passatempo de antena sem sinalA crise é viralDizem que é normalQue o dia de amanhã já nasça hipotecadoPor isso tem cuidadoA ratoeira espera-te no fimO produto interno é bruto mas a mim não chega nadaSó me enchem os ouvidos com estatística burladaQuando o estado do país se vê no móvel às moscasLâmpadas já foscasPorcas já sem roscasE eu confio o futuro a um ou outro desconhecidoQue só diz o que seria se fosse o que tinha sidoE o dia cai com a minha bolsa em fraca cotaçãoSou empresa sem acçãoOu cláusula de rescisãoE o dia de amanhã já nasce hipotecadoPor isso tem cuidadoA ratoeira espera-te no fim

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