A regra é clara – Daniel Garnet & Peqnoh – letras

Pessoas me vêem como um marginalE não pretendem me ver além da cara de mauE me impedem de poder ser um cidadão normalDizem que gente como eu não merece nenhum avalEu vejo as pessoas como um grande mauE não entendo porque insistem em viver como talE o pior é saber que sentem um ódio letalMe condenam sem perceber o racismo culturalE nós sentimos as dores dessa guerraNós temos as cores dessa guerraOnde nossa vida encerraAntes dos 25 confundidos com bandidosOnde 5 amigos depois das 5 são perseguidosSomos proibidos de viver com liberdadeAssociam nossa imagem aos males que eles dizem serverdadeLigo a tv e posso me ver no jornal das 8Preso como um criminoso ao completar 18Inocente que facilmente será esquecidoE a regra novamente transforma uma excessão em bandidoSomos confundidos e não podemos progredirSe vivemos fudidos não podemos ser melhor que isso aquiÉ Claro que o nosso sucesso pode agredirMas nem isso impede eles de nos confundirA regra é claraA arma que disparaPrepara e reparaA bala só se deparaPor acaso em nossa caraSomos vítimas de nós mesmos e de vocêsSomos vítimas de nascer, sofrer e morrer sem leisNossa justiça não é cega como diz serEla só enxerga aquilo que ela quer verA regra é claraPra quem tem a pele escuraA solução é raraE mais cara se torna a curaE a censuraTorna essa regra incontestávelCada vez mais desfavorávelÉ lamentávelE notável qual a intenção de quem arbitraEnquanto o martelo não bate a falsa regra se aplicaE complica a vida de quem vive a regra místicaCorrendo pra não sofrer com a regra da estatística(Refrão)Eu só queria ir e virMenos sofre e mais sorrirMas eu sei queA regra é claraAntepassado escravizado, se é descendenteA escravatura é o seu maior antecedenteJovens nossos mortos por policiais é freqüenteE ainda assim insistem em dizer que é a acidente (Ah?)Como o da Claudia da Silva Ferreira (aham)Como o do (Dg) Douglas da Silva Pereira (aham)É cômodo você fingir que não é comumMatarem os? da Silva? de origem afrobrasileira (Ah?)Higienizaram a cidade, HigienópolisPra onde varreram a sujeira? ParaisópolisVarrem pra baixo da mesa, passam um pano usando VejaFalo da revista e não do produto de limpezaJustiça e cega mais enxerga quem é diferenteEssa regra sempre foi clara e nunca transparenteDentista negro fora do seu consultóri (ow)Esqueceu que tava dentro do esterióti (pow)Exercite o, pensamento de quem não tem saídaExercício um, escolha uma das alternativavocê é estudado, tá empregado mais preto e pobreUm pardo em um lugar errado: polícia, não se move!Letra A: foi parado por estar drogado (não)Letra B: foi parado por estar armado (não)C: nenhumas das alternativa, ndaSó inverter: sem alternativa devido o dnaFilho do Eike Batista absolvido (claro)Ator negro preso, confundido com bandido (claro)A regra tem dois lados e é fácil perceberMelhor ter isso claro se vc estiver do lado BEstatística com olhar estético te deixa estáticoUm pretinho vai ser médico a cada mil que morrer na mãotáticoÉ trágico: infância doce é vender bala no tráfegoFora da escola menor aprendiz vende pó de giz no tráficoCriança faminta não liga pra exploração infantilJovem sem nome quer mais é trabalhar com fuzilObserve: eles tem o mesmo perfilEntraram no mesmo camburão, os avós vieram do mesmo navioDetentores dos reais, detectores de mentirasDetectores de metais detectam mais melaninaA regra é clara irmão, só que você não!O Estado vai frustrar seu sonho se tu for a exceção!(Refrão)Eu só queria ir e virMenos sofre e mais sorrirMas eu sei queA regra é clara

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