Avn (Anabela Viúva Negra) – Caio Fragoso – letras

Essa história é de alguém sem passadoSem futuro e sempre ausente demaisCom a rainha dos mil bobos, otáriosAnabela, a heroína do caisEstrelas brilham num outubro cinzentoPáginas frias de um livro infelizUma heroína a mais ou a menosSalva você que sempre está por um trizSuando frio pelo seu corpo em silêncioGritos de dor, picadas lentas, febrisViúva negra que você não vêEla te mata quando dá prazerQuanto mais grana, mais sujeira ela fazAnabela, heroína do caisSenhora do descaso e mãe da luxúriaÉ mais um vício que floresce dos dentesVocê ficou doente e não quer a curaQuer essa gostosa, que te liga, te acendeEla te doma os sentidos e a fúriaTe deixa duro e cada vez mais inconsequenteViúva negra que você não vêEla te mata quando dá prazerQuanto mais grana, mais sujeira ela fazAnabela, heroína do caisSão pés de anjo num salto agulhaRoupinha transparente pra encher suas veiasÉ de primeira e está no cais à procuraDe mais um pobre inserto pra cair na teiaViúva negra que você não vêEla te mata quando dá prazerQuanto mais grana, mais sujeira ela fazAnabela, heroínaViúva negra que você não vêViúva negra… você não vê!

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