Amanheceu, que surpresaMe reservava a tristezaNessa manhã muito friaHouve algo de anormalTua voz habitualNão ouvi dizer âBom dia!âTeu travesseiro vazioProvocou-me um arrepioLevantei-me sem demoraE a ausência dos teus pertencesMe disse: âNão te convencesPaciência, ele foi emboraâNem sequer no apartamentoDeixaste um eco, um alentoDa tua voz tão queridaE eu concluà num repenteQue o amor é simplesmenteO ridÃculo da vidaNum recurso derradeiroCorri até o banheiroPra te encontar, que ironiaE que erro tu cometesteNa toalha que esquecesteEstava escrito: âBom dia!â(Postado por Cláudio Cleudson)