Quando minha mãe partiu, não gosto nem de pensar.Fiquei sem leite materno e sem seu seios pra mamar.A natureza é bondosa, Deus em primeiro lugar.E justo naquele dia, a cabritinha deu cria.Pra minha vida salvar.Seu leite forte e quentinho em boa hora chegava.Quando cresci mais um pouco até quem via invejava.Meu pai me vendo robusto já nem não se preocupava.E na cocheira de lado, junto dela eu deitado.Na sua teta mamava.Meu pai com nóis pequeninos sofreu tanto que nem sei.Fazia papel de mãe, de rainha e de rei.O tempo assim foi passando, pois tudo passa, pensei.Quando nóis tava crescido, então meu pai decidido.Resorveu casá outra vez.No dia do aniversário daquela nossa madrasta.O meu pai pisou na bola, que atitude tão ingrata.Matou minha cabritinha que estava velha e pacata.O meu pai virou carrasco, fez da cabrita churrasco.Pra comer naquela data.Saà de casa chorando e só voltei de tardinha.Não almocei nem jantei com dó da minha amiguinha.Meu pai matou meu tesouro, pois era tudo que eu tinha.Minha cabrita querida, ela que me deu a vida.Quando eu perdi mamãezinha.By Euzebio Alves