Hoje eu já não sei do meu caminhoEu não sei o que eu queroHoje eu sei que desespero quando estou sozinhoSei que a força nada tem haver com a rigidezMaleabilidade, agilidade talvezHoje eu sei o que espero e sei que estou sozinhoQue caminho a gente faz trilhando passo-a-passoNessa fria paralela dura como o açoTudo se fala de novo nessa terra mortaTudo se fala de novo nessa terra mortaChão seguro, grama seca e o mundo inteiroPra se andar de ponta a ponta sem perder caminhoHoje em dia nesse mundo nada esta sozinhoNem existem mais as portas que fechem passagemNão existe mais o cisco que atrapalha a belezaNem mais teias de aranha no canto do quartoNem lugar pra aquela antiga falta de cetezaNem lugar na prateleira pra botar mais discoNão existe mais você dentro da brincadeiraTudo existe ao mesmo tempo sempre o tempo todoHoje a teia ocupa a nossa casa inteiraHoje em dia nesse mundo nada está sozinhoTudo se fala de novo nessa terra mortaTudo se fala de novo nessa terra morta