Eu passei minha infância queridaMorando no sÃtio, que tempinho bomHoje eu vejo no meu pensamentoTudo que eu tinha lá no meu sertãoAtrás da casa é só serraE na frente era um chapadãoA poucas braças de ladoEra puro serrado onde passava o estradãoNa frente era grande a varandaUma porta com quatro janelasNa parede a trepadeiraDava sempre flor amarelaNo fim da cerca a porteiraE no riacho uma grande pinguelaEm volta do monjolinhoVinha os passarinhos pra devorar a quireraDa minha mente não fogeOnde eu morei no meu casarãoMeu brinquedo era bola de panoEstilingue, arapuca, bodoque e piãoSaudade vive brincandoSó com a minha recordaçãoSe eu chamo não me respondeFaz ziguezague e esconde atrás do meu coraçãoLá no sÃtio eu pescava e caçavaCapivara, paca e tatuE no rio quando eu ia pescarPegava bagre e mandi-guaçúCodorninha piava no campoE na palhada piava o nhambuO caboclo que é cabocloEle pega bem pouco no cabo do guatambú