[Refrão]Nos arranha-céus as estrelas tem preçoEnquanto nas favelas, ruas sem endereçoRealidade da cidade de calamidades onde eu suponhoEnquanto não houver a igualdade a paz será um sonhoNa cidade vaziaBem vindo a cidade da vaidadeMaquiando sua maldade em meio a verdadeSob as luzes, menores com os seus capuzesNessa terra de abutres, carregando suas cruzesUns na lama e outros na jacuzziatrás da grana, engatilhando a pistol uzijá não se fazem crianças como antigamenteHoje o menor de 12 tem o dobro de antecedentesAmbiciosos, gananciosos com sede poderIdolatram mentirosos com a cara estampada em um pôsterExposto, imposto o gosto de ser enganadoAinda podendo ver o rosto do safado, tá tudo erradoO menor abraça o seu pai que a vida a policia já tirouNa beira da estrada das ilusões onde a inocência o tempo levou[Refrão]Nos arranha-céus as estrelas tem preçoEnquanto nas favelas, ruas sem endereçoRealidade da cidade de calamidades onde eu suponhoEnquanto não houver a igualdade a paz será um sonhoNa cidade vazia