Mocado, paro e pensoFico bolado aqui com meu cadernoDesabafando meus problemasCom uma caneta criando esses versosFaltando sempre um fio pra eu cair pro outro ladoMas não mudo meu caminhoE sempre correndo com meus aliadosO mundo te testaDa noite pro dia acaba com sua festaCê tenta e cê tentaE por mais que contestaNo fim tu vai tá jogado em meio as travessasAlma perdidaTentando achar o caminhoPerdido em seu jardimCheio de rancoresE em meio a espinhosMas aiA fé pode mover montanhasDuvida, que quando tu perceberVou estar em meio a tuas entranhasO mal sempre tenta que tenta entrar na mentePor mais que eu tenha meus medosProcuro sempre bater de frenteMe sinto mal e aqui ninguém me socorreE dia a dia o veneno da morte eu bebo mais um goleMas faço meus corresSei que isso vai mudarNão tento mudar o mundoMas mudo antes do mundo me mudarRefrãoEu vou seguir aquiEu vou lutar por mimPorque se eu desistirIsso vai ser meu fimEles tentaramE foi tentativa negadaAvisa que eu tô vivão!E que agora só vai ser pancadaVerso2Mesmo em meio a muitos, sempre solitárioLouco conscienteMente crenteE fora do vocabulárioUm tanto insano e sanoConfusa é a menteMas com os miolos funcionandoEnquanto os de muitos estão dormentesMe vejo na obrigaçãoOu melhor: única opçãoDe dar o melhor de mimE ser o exemplo pros meus irmãosPaÃs de bostaQue vem com falsas propostasOrgulho do guetoE vergonha do governoQue sempre monta em nossas costasVontade de sumir ou caminhar sem rumoDá raiva só de pensar nas tretas dos meus paisaà nem durmoMas sei que a dor e esse sufocoà pra me tornar mais fortePra lá na frente nenhuma serpente conseguir dar o boteEu sei que posso vencerE pra isso vou ter que correrPra tu fazer o jogo viraro primeiro que tem que acreditar é você!Não tem tempo pra ficar em cima do muroEsse é meu conflito internoEsse é o meu mundoRefrãoEu vou seguir aquiEu vou lutar por mimPorque se eu desistirIsso vai ser meu fimEles tentaramE foi tentativa negadaAvisa que eu tô vivão!E que agora só vai ser pancada