Contradições – Eduardo Cantos Davö – letras

Você abre a cortinavem essa luz e me desbaratinaE digo: Às vezes quero a escuridão!Você sustenta para mim um simmas é que às vezes quero, não!Você, recorda-me outros temposeu abro as asas quero os ventosnão leves, fortes, de um tufãoMeu sangue é sempre inconstanteé chumbo, é nota, é cobreÉ que eu sou um metal pesadoIdeal contaminado com crenças de ser!Sou feito de metal solúvelfilho d’água e de mercúrio!Andei sonhando uma modinhae as notas formavam compassosarfavam incoerentes coraçõesEra uma valsa de contradições!Andei pensando uma vidavia tristes, sólidos, concretosmas na verdade, o que eu queriaeram velhos salõesRodopiantesCasais dançantesTempos que agoraLonge se vão!Mas acontece que sou modernistametido a alquimistameio saudosistado que não passouMas eu confessoo mundo esta perdidonão se encontra amigoe a meninada corre eeu me lembrodo que passou! (bis)

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