Eles invejam o que tenho, todos os bens que obtenhoMas não vêm d’aonde eu venho, d’aonde eu venhoEles invejam o que tenho, todos os bens que obtenhoMas não vêm d’aonde eu venho, d’aonde eu venhoEles invejam o que tenho, todos os bens que obtenhoMas não vêm d’aonde eu venho, d’aonde eu venhoEles invejam o que tenho, todos os bens que obtenhoMas não vêm d’aonde eu venho, d’aonde eu venhoSou fruto do engenho, fruto do campoAnos e anos de estupro e espancoLeito da dor, leito do pranto, de 1500-600 e tantoVários milhões arrancados de láreis e guerreiros lançados no marCongo, Angola, Centro-Oeste, a Ãfrica, Brasil, NordesteSéculos de chibata, séculos de correntesou remanescente, afro-descendentePovo sobrevive, entre aspas, livreHoje a guerra é outra, eu sei, sempre estiveMandela, Zumbi, Luiz Gama, E-D-IQual a diferença, qual a facção, qual a sua sentençaqual a sua razãoOuro, café, engenho, cana, droga, cadeia, crime, granaBrasil, violência sangrando a esmonegros vivendo e morrendo no mesmoBate o tamborzão, América do Sul, Bahianascente SP, sou zuluHomem de ambições, homem de visõesviagem de lÃderes, reis e leõesPor pra cima, agora, e mais, em outra vidaO mic é minha nove, caneta, feridaQuântico, crÃtico, romântico, polÃticoProfecia se fez novamente, Bahia, magia, minha nascenteTambor no meu sangue preto e quenteVocê não guentou me prender nas correntesDe onde eu venho, de onde eu vim, de onde eu sousei pra onde eu vouO que eu mantenho, desempenhoo que eu desenho vem, me abraçouFui e lutei no cangaço, lágrimas de sangue de um palhaçoFui no inferno e voltei, com as armas de Jorgesorri e sou rei, hey!Eles invejam o que tenho, todos os bens que obtenhoMas não vêm d’aonde eu venho, d’aonde eu venhoEles invejam o que tenho, todos os bens que obtenhoMas não vêm d’aonde eu venho, d’aonde eu venhoD’aonde eu venho, d’aonde eu venho, sigo aprendendoDesde menor, desde menor canto o que eu tô vivendoVila Maria, que me refugia, sempre me acolhendoE os mano de cria, do meu dia-a-dia, fazendo dinheiroPros parceiros, um salve bem forte, samba raiz, zona norteNo canto do campo, fumaça voando na Dutraos moleque de porteO Megatron estralando, na área quatro tocando12 do Cinga, as mina empina na city, o clima esquentandoDeus sempre abençoando todo dia minha famÃliaTe amo Ana Li, Fernando, Giovana, LuÃsacês são minha vidaEles invejam o que tenho, todos os bens que obtenhoMas não vêm d’aonde eu venho, d’aonde eu venhoEles invejam o que tenho, todos os bens que obtenhoMas não vêm d’aonde eu venho, d’aonde eu venhoEles invejam o que tenho, todos os bens que obtenhoMas não vêm d’aonde eu venho, d’aonde eu venhoEles invejam o que tenho, todos os bens que obtenhoMas não vêm d’aonde eu venho, d’aonde eu venho