Deixem Flores – Camila Rocha – letras

Querido amigoCaminhou comigo em pleno cemitérioConstruiu para mim um lugar seguro, Beat a BeatDeixem Flores!Dumatu recordes na frequência, cumprindo sua missãoLoucura, loucura, loucura!Tomei um trago que trouxe fissuraNa boca ficou amarguraNa mente a culpa, adaga, quanto mais dói mais fura!Eita vida cruel!Só me resta a caneta e o beat do Lheo ZottoQue no momento alivia o meu grande desgostoMeu fosso, meu osso, meu corte expostoAs veias dutos do próprio esgotoSangrei de ponta a pontaAmargurei um cantoAlegria nem pontaEu a verti nesse meu prantoFuneral de mim! E do meu demônioNão vou deixar legado… nem muito menos patrimônioUm choro anônimo, um pecado enfadonhoMeu nome sinônimo de monstro medonho!RefrãoDeixem, eu enterrar os meus defuntosPara que nasçam novas flores em meu eu sepulcro!Sepulcro caiado num flow emboladoEspumas em groove e um corpo encomendadoAgora pode me enterrar querido amigoEncomende minha alma no meu ultimo gemidoA fina flor da angústia, envenenada, sempre estará em minha alma impregnadaMe fere a cada frase violentamenteEu preparo: em outra vida eu estarei presenteOxalá que em outra fase eu seja diferenteDesencontros do passado serão renitentesMeu karma, meu fardo, meu darmaSe voltou contra mim o meu dardo inflamadoMas o fato que só estou de péCaminha sem vida buscando ter féFui ver São Tomé!Minha crise, meu verso, só é o que éCega, surda a gente surtaQuando dá conta a alma tá sujaCobriu-se de pó meu pé na caminhadaTentei fugir de mim e fingi « não era nada »Derramou-se do céu vingança em véuO fel que outrora pra mim já foi mel!Meu estágio de loucura? Tarja preta pura!Um gole de realidade: o que me trouxe a cura!Mas não apagou a culpa não!E o preço dessa multa eu pago no caixão, irmão!E essa consulta, Lheo, é a única coisa que não me insulta!(refrão)Eu tu eleNós vós elesCarne, alma, dor, prazeresCéu, inferno e todo resto!Um dia eu sirvo outro não presto!Somos todos iguaisUm dia deus nos guiaNo outro, nem vou falar mais!Bebo cada palavra no copo do alémSujeitos, objetos, predicados também!Proferidos, processados, duaisProliferados, esquecidos, preferidos, pontuais ou vagosNão importa! Serão pelo tempo tragados!Deixem… deixem… deixem… deixem… eu enterrar os meus defuntos!

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