Por um tempo se afastouMas, já mais me abandonouHoje eu sei que tempo não parouE você me visitouOs momentos que passamosVocê me alegrouFeliz estouSabendo que sempre me amouDesarme a voz que insiste em dizerQue o meu pai me abandonouNo meu coldre está os sentimentosQue eu não quero dispararDesarme a vozDesarme a vozQue insiste em dizerQue o meu pai me abandonouDesarme a vozDesarme a vozAprende-se desde cedo comoE com o que se pode magoarNo momento em que sacou a palavraPalavras forjadas para menosprezarPalavras bombaPalavras quase detonadasSó a espera do dedo acionarO detonador pulsando atrásDe feições, esculpidas e modeladasO dito na batalha é o pensado na pazPode se haver arrependimentoPode se voltar atrásPedir desculpasChoro sinceroNão dispare as palavrasNão dispare o que realmente pensaPostando pensamentosQue serão a sua própria retençãoà desarmando que as inutilizaDesarme a voz que insiste em dizerQue o meu pai me abandonouNo meu coldre esta os sentimentosQue eu não quero disparar