Verso1Se eu ando na quebrada de roupa larga, sou suspeitoEles roubam a gente na cara larga e são eleitosNão entendoPra mim é pouco criarem cotasE pro Maluf muito é pouco da quebrada aqui cheia de rotasSe é que cês me entende, hein?Gente inocente se abala só pelo barulho da sireneE a escola que não dá educaçãoCriança cresce, mãe padece, visitando o filho na prisãoOu quando o moleque se ilude por baladaE de balada em balada ele toma balaE pela bala a mente é controladaEae, truta! Toma um gole de poesiaCom todo meu ódioPra tu ser contaminado pela minha iraAà noiz mostra pra esses cu como é que fazDeram guerra pra quebradae a consequência é noiz tirar sua pazE nem adianta se esconder atrás de mansãoEsses moleque tão na sede, entre em choque aà entãoà nossa missão vou cobrar o que é pra ser cobradoQuero de volta o que é nossoCentavos por centavosDeixando bem claro, o mundo é diferente da ponte pra cáNem adianta vim com tratado, diplomacia não vai funcionarRefrãoE os moleque tão milhão, tiozão!Duvida não vaiDuvida nãoDuvida nãoMente doentiaTotalmente engatilhadaEstamos a postosE o mic na mão, nossa armaVerso2Nego critica que vou pra manifestaçãoE todo dia quando chega do trampo »Eu não aguento mais esse busão »Ã igual a « Bora Favela » nas rimas »Gritam por justiça, mas ninguém se moveinjustiça é mantida »Uns tão em choque de ter guerra civilAcho que preferem ser omissossendo explorados aqui no BrasilE os gringos que chegam aqui e fazem a festaMenosprezam as mulheres e estão tomando as florestasNoiz tem que ser igual a Rosa ParksExigir nossos direitos de igualdade em todas as partesE se não aceitarem noiztem que chegar tomando de assaltoE a vitória tem que ser o taco fogo no planaltoRefrãoE os moleque tão milhão tiozão!Duvida não vaiDuvida nãoDuvida nãoMente doentiaTotalmente engatilhadaEstamos a postosE o mic na mão, nossa arma