Ãgua BaldosaTenho uma égua tordilhaGaviona barbaridadeEspara numa ansiedadeSó pego com muito jeitoNão é só esse o defeitoà loca de sentaderaSe assusta darrascaderaE bufa contra o meu peitoSe largo as rédeas no chãoEspara abanando a crinaPra poder encilhar a teatinaAperto bem o cinchãoDa tal de égua tordilhaPra camperear nas coxilhasNa braba lida de peãoAmarro bem num palanquePra poder botar minhas garraE vou saindo pra farraA trote no corredorCom a bênção do SenhorPois hoje tu vai de novoMe carregando pra o povoPra uma carreira de amorPois esta égua baldosaVai ter que cumprir o destinoDe carregar este teatinoà a tua obrigaçãoMas quando eu apeio entãoDescansar da campereadaEla descansa maneadaPra evitar incomodaçãopor nelson de campos