Esquilador – Edson Otto – letras

Quando é tempo de tosquiaJá clareia o dia com outro sabor,As tesouras cortam em um só compassoEnrijecendo o braço do esquiladorUm descascarreia, outro já maneiaE vai levantando para o tosadorAvental de estopa, faixa na cinturaE um gole de pura pra espantar o calor.Alma branca igual ao veloTosando a martelo quase envelheceuHoje perguntando para a própria vidaP’ronde foi lida que ele conheceuQuase um pesadelo arrepia o peloDo couro curtido do esquiladorAo cambiar da sorte levou um singronaçoOuvindo o compasso tocado à motor.A vida disfarça lembrando a comparsaQuando alinhavava o seu próprio chãoEnvidou os pagos numa só parada33 espada mas perdeu de mãoNesta vida guapa vivendo de inhapaVai voltar aos pagos para remoçarQuem vendeu tesouras na ilusão povoeiraVolte pra fronteira para se encontrar.

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