Eu já fui fraco, mas a dor me ensinou a ser mais forteSempre andei com as próprias pernasnunca contei com a sorteVivendo a vida sozinho eu já pisei em muito espinhoMinhas pegadas de sangue coloriam meu caminhoFiquei cansado, mas eu não me dei por derrotadoLembrei de todos os parceiros que lutaram do meu ladoEntão continuei andando com destino ao sucessoUm passo de cada vez, seguindo a ordem do progressoAs pedras do caminho eu levanto e arremessoPra bem longe da minha frente, porque jamais eu regressoCom meus versos e em excesso, causando um abcessoCompresso em rimas pelas quais hoje eu me expressoMané, com os zé povinho eu nunca mais me estressoproblemas são vários mas só com os meus eu me interessoO que eu tenho eles quer ter, mas na verdade ninguém vêA quantidade de suor que derramei pra escreverNo mundo a minha história, toda a minha trajetóriaIgual marca de palmatória, marcando minha memóriaDe repente como numa parada respiratóriaComo em um campeonato na fase eliminatóriaEu lembro das dificuldades que me afastam da glóriaMas eu sei que vou vencê-las de forma satisfatóriaEnquanto eu tiver forças pra poder me levantarSeguirei em linha reta e nada poderá me derrubarE eu venci irmão, dá uma olhada onde é que eu tôTe falei que era possÃvel e você desacreditouDizendo que eu era louco, que eu tava de caôQue meu sonho era burrice de um pobre coitadoMas a vida tem um jeito de estranho de provarque a gente erraE guerreiro que é guerreiro de fato não amarelaNem gela, quando vê um adversário pela frenteChega descendo a porrada e quebra 4 ou 5 denteE sai contente, pela porta da frente, cabeça erguidaCom a certeza de que a sua missão já foi cumpridaO meu corpo tá esgotado mas a fé abastecidaPorque que eu já quebrei barreiras que até hoje Deus duvidaSuicida, posso parecer mas eu não souNo meu esporte somente os fortes vencem a dorO meu estilo de vida é só pra quem tem muito amorMas não sou melhor que ninguém, sou apenas um sofredorQue treina pesado dia após dia na academiaSempre mantendo o corpo e a mente em harmoniaNão é apenas por estética, sem demagogiaPor favor, onde eu ando não anda faladorAlienado, que só serve pra atrasar o nosso ladoFala mal, comenta, critica, mas paga um pauQuando vê sua namorada olhando pra mim no sinalFechado, no transito parado da marginal