Assim foi a polÃcia no encalço do ladrãoA ordem da justiça foi cumprida pela leiPorém sobre o assunto eu não dou opiniãoSe ele é inocente ou culpado, eu não seiSomente sei dizer que em algum quarto do xadrezTeria gente nova hospedada nesse diaAgora, com licença, vou narrar para vocêsAs cenas que passaram dentro da delegacia(« – Doutor delegadoEsse moço foi preso com esta senhoritaPor ter sido acusado de ladrãoE quem o acusa é esse moçoà mentira dele, doutorEu não roubei ninguém, eu juroRoubou sim, doutorFoi ele quem me roubouVamos, diga logoO que foi que ele te roubou?Roubou minha namorada, doutorà mentira, doutorEu deixei dele e saà com outro porque eu quisNinguém me obrigouBem, se é assim, o acusado e a senhorita estão dispensados; Podem ir emboraE a vÃtima vai ficar uns dias por aqui. Podem leva-lo para o xadrezMas que que é isso, doutor?Tenha dó. Além de perder a namorada ainda vou ficar preso?Mas que gelada! « )Assim foi resolvido esse caso de amorNa decisão da lei houve a imparcialidadeSoltando o inocente, prendendo o causadorA vÃtima está presa e o réu em liberdadeAmor nunca se rouba, não se compra, nem se vendaAmor se oferece a alguém que se quer bemQuem força um coração é porque não compreendeQue o amor não vai a força no coração de ninguém