Veio de baixo pra cima, menino franzino, bomPulando muro com pipa e as latas de Mucilon cheia de linhaE você é doce como melChinelo de dedo, pegando as estrelas do céuNa ida pra escola sempre desviava o caminhoEstilingue, bola de gude, futebol no campinhoVi os de baixo subi, os de cima descerHoje ele tá aqui tentando mostrar pra vocêQue os prédios que nos cercam arrisca olhar da sacadaViver sem cartão postal, ver casas amontoadasNão era vivo mais fiquei sabendo que era quenteNas histórias que velho Boy vai contando pra genteQuantos não vi partir daqui, o que me fez chorarMas quantas vezes sorri, quando vi vários chegarFico olhando os que cresceram por aà brincandoHoje tem filho, tem famÃlia, ou então tá trampandoDestacado não fico pois sempre tem alguns do ladoMinha mente sempre teve um lado meio complicadoBati de frente com superior, saà do ninhoMe deparei com o sistema e fui me criando sozinhoFrase batia fundo: cê vai ser um Zé NinguémEu balançava a cabeça, dizendo: Tá tudo bemAinda não sou ninguém,só que aprendi a sorrirNa hora que o bicho pega é pro Zé que cê vem pedirA loucura vai além do que cê pode ver no rostoSoldado da ladeira que nunca abandona o postoA luz do poste é sinistra,? não atravessa o gorro.Tudo que verá, são minhas lágrimas do morro(2x)Me criando só, vivi o meu melhorNo sobe e desce do morro, os loco fica só póObservei o pinote quando surgiu os coturnoO dia inteiro enfornado, meu voo era noturnoPercebi que os bico foram apaziguando as tretasEntre leões e vermes, os cú de fibra e os caguetasCada lembrança eu faço um passo da caminhadaE de degrau em degrau eu vou subindo essa escadaTem nego de ponta firme, fortalecendo a bancaNão cabe a mim ficar julgando os que sempre desandaCobranças do lado de cá, « … » do lado de láNão adianta tentar, por aqui nada vai mudarRappa foi forte me mostrando o que é ter posturaPasso isso pro Caique enquanto tem a mente puraFoi dura a caminhada até chegar aquiMais cheguei e os que ficaram um dia estarão aÃRevigorados pela vida que não deixa alternativaOu você luta e vence ou vira degrau de estatÃsticaà mais um que foi encontrado em lençóisQue dramático, drástico, melhor fecha com nóizPode chegar quem é de longe, boné debaixo do gorroTodo mundo, a gente e minhas lágrimas do morroHoje em dia nóiz domina, não abandona o postoNão fica impressionado com as lágrimas no rostoQuero ver um dia aÃ, os manos do Queiroz unidoQueimando a carne com as mina naquele sol de domingoTem muito pra aprender e muito pra ensinarA mulecada que vem, tem muito pra respeitar