Lamento de Caboclo – Edmilson Aparecido – letras

Por um trilho estreito, entre samambaiaDe chapéu de palha, eu ia pra minaEnchia o corote, com a canequinhaDe água fresquinha, limpa e cristalinaDepois me sentava no barranco ao ladoE entusiasmado eu ficava olhandoA queda da água rodando moinhoE no ribeirãozinho o monjolo malhandoÀ tarde eu deixava o monjolo paradoE o arroz socado eu levava pra jantaCorria na venda, comprava envelopeVoltava a galope no cavalo pampaTomava um chazinho, jantava bastanteAchava importante escrever pros parenteContando que a roça estava limpinhaE que ninguém tinha ficado doenteMas minha pobreza foi contaminandoAos pouco tirando esta felicidadeEmbora a roça fosse um berço sagradoMe vi obrigado a mudar pra cidadePassei a comer só arroz de pacoteTroquei o corote por filtro esmaltadoNem carta escrevo, pois vivo sozinhoSó vejo moinho no supermercadoSe vejo monjolo é movido a motoresSó em casa de flores, vejo samambaiaMas fico orgulhoso por ver margaridasLimpando avenida de chapéu de palhaA grande saudade, que tenho guardadaSerá revelada se um dia eu voltarEntão pedirei perdão ao presentePra eternamente na roça eu ficar

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