LongarinasFaz muito tempo que eu não vejo o verdeDaquele mar quebrarNas longarinas da ponte velha que ainda não caiuFaz muito tempo que eu não vejo o brancoDa espuma espirrarNaquelas pedras com sua eterna briga com o marUma a uma as coisas vão sumindoUma a uma se desmelinguindoSó eu e a ponte velha teimam resistindoA nova jangada de velaPintada de verde e encarnadoSó meu mote não mudaA moda não muda nadaO mar engolindo lindoA antiga praia de IracemaOs olhos grandes da menina lendo os meusO meu mais novo poemaE a lua viu desconfiadaA noiva do sol com mais um supermercadoEra uma vez meu castelo entre mangueirasE jasmins floradosE o mar engolindo lindoE o mal engolindo rindoBeira mar ê , ê Beira marà maninha, ê maninhaArma aquela rede brancaArma aquela rede brancaArma aquela rede brancaQue eu vou chegando agora