Abriram as portas da fazendaOs animais correm por todos os ladosAté onde o sol não esquentaA cavalaria agora passeiaPelas terras do velho coronelCoronel AbelhaEle senta na pedraAo lado da doce Maria LuÃsaPele clara, cabelos cor de areiaFoi criada num berço douradoCercado de grades de ferroÃs vezes podia passear no jardimSeu pai, militarBarba, bigode e pêlos no peitoPelo seu peito só vazioDesde que ficou sozinhoSozinho…Os anos passavamE LuÃsa crescia sozinhaA milhas de distânciaDo quarto do seu paiEnquanto caminhavaDa cama até a cozinhaSentia a vida escaparO coronel chorava fazendo suas contasE recebeu a cartaQue já esperavaAbriram as portas da fazendaOs animais correm por todos os ladosAté onde o sol não esquentaAgora, da estrada, os dois vêem ao longeO lar, onde estranhos vivemOnde o passado viveE promete machucarLuÃsa e seu pai