Minha cantiga tem cheiro de pasto e chãoE no garrão trago a pá das minhas esporasChapéu quebrado na testa pronto pra um grito de guerraPra cantar a minha terra não tem dia e não tem horaMeu verso ninguém explora que eu empaco e me boleioE meu canto é que nem rio cheioCresce e bufa campo a foraSou um palanque de puro cerne cravadoMal falquejado e não apodreço no chãoCantando agradeço a deusPelo dom da naturezaE essa voz sai com certezaNa garganta desse peãoSou faÃsca de um tiçãoDe algum fogo galponeiroE nesse compasso campeiroEu não vou frouxar o garrãoSou Ãndio taura que respeita os meus amigosVejo perigo saio rolando na poeiraPode ser um tipo atoaQue eu respeito e não debochoSe me apertar eu não frouxoNem no plaino e na ladeiraSou da terra missioneiraAbram cancha pro baitacaQue ainda não foi feita a facaPra falquejar essa tronqueira(de ser xucro e aporreadoIsso são defeitos meusQuem não gostar do meu jeitoQue vá se acertar com deus)Por nelson de campos