Sou o Bairro AltoE olho sempre de altoPrás tristezas que Lisboa temSou o Bairro Alto,Pronto a dar o saltoPara um tempo novo que aà vemTodo o bom filho saiConforme os pais que temO Fado é meu paiLisboa, minha mãeE eles cantandoVão-me preparandoPara um tempo novo que aà vemNem quando foi dos terramotos do MarquêsNem com as maldades que o Fado sempre lhe fezDo Bairro Alto, cá no alto, eu vi Lisboa a chorarDeu sempre a volta, pôs-me à solta e ensinou-me a cantarO tempo corre, mas a vida continuaLisboa morre por sair comigo à ruaFez uma marcha ao meu jeitoVestiu-me a preceitoE cá vou eu a desfilarSou o Bairro AltoE olho sempre de altoPrás tristezas que Lisboa temPorque ela cantandoMe foi preparandoPara o tempo novo que aà vemO Fado é meu paiLisboa, minha mãeE um bom filho saiConforme os pais que temSou o Bairro AltoPronto a dar o saltoPara um tempo novo que aà vemOu quando viu o Parque Mayer apagadoDo Bairro Alto, cá no alto, eu vi Lisboa a chorarDo que era pranto, fez um canto e ensinou-me a cantarO tempo corre, é a marcha desta vidaLisboa morre por ver a sua AvenidaCheia de gente tão diferenteA ver-me tão contentePor ela abaixo a desfilarSou o Bairro AltoE olho sempre de altoPrás tristezas que Lisboa temPorque ela cantandoMe foi preparandoPara um tempo novo que aà vemO Fado é meu paiLisboa, minha mãeE um bom filho saiConforme os pais que temSou o Bairro AltoPronto a dar o saltoPara um tempo novo que aà vem