Galo cantou no terreiro, eu acordeiLevantei, fui pro riacho e me banheiJá era um novo dia, então olheiAs campinas verdejantes, então penseiSe um dia eu sair daqui, eu nem seiFui andando, pensando eu faleià uma riqueza tão divina que Deus fezDaqui nunca esquecereiDaqui nunca esquecereiEsse é o meu paraÃso, só eu seiTenho tudo que eu quero e não compreiColho fruto todos os dias e não planteiTudo é da natureza que eu herdeiNas águas do rio Negro eu pesqueiPeixe dos grandes e bonitos eu pegueià uma riqueza tão divina que Deus fezDaqui nunca esquecereiDaqui nunca esquecereiNa mata virgem bicho bravo eu amanseiVi um correndo, eu então acompanheiEra uma selva bruta onde eu entreiO pai da mata lá bem longe eu avisteiSaà andando, nem pra trás eu não olheiEle é o caipora que na selva pôs a leià uma riqueza tão divina que Deus fezDaqui nunca esquecereiDaqui nunca esquecerei