Ontem à tardeEu vi rastro no caminhoQue desce do meu ranchinhoAté pulei de contenteEu vi saindoFumaça da chaminéSenti cheiro de caféPercebi que tinha genteEntão chegueiAndando devagarinhoFui entrando de mansinhoPisando pé ante péLimpei meus olhosPra não ter que duvidarVi sentada no tearMaria minha mulherDevagarinhoAo meu encontro ela veioSem mostrar nenhum receioSorrindo agiu assimMe deu um beijoMe abraçou tão fortementeTudo me fugiu da menteRenasceu tudo pra mimSenti de novoMeu peito encostado ao seuGrande vontade me deuDe gritar, assim eu fizGraças a DeusEu gritei pro meu vizinhoPra dizer que meu ranchinhoà novamente felizà muito certoO ditado que existeQue no rancho velho e tristeEstá faltando alguémO meu agoraCom a volta de MariaVive cheio de alegriaParece ter mais de cemA passaradaQue há tempos tinha caladaVoltou fazer alvoradaAo nascer de um novo diaAté o solPela fresta da janelaCom sua luz amarelaComigo beijou Maria