Acordo putoTomo café de bom humorE no almoço luto para conter o meu furorHora sou brutoHora seguinte sou amorHora disputo a sua atenção como favorE não discuto com ninguém a minha dor até que eu mude de opiniãoPosso até mudar de cor na hora de tomar alguma decisãoNão tenho como me impor se não souber qual a questãoNão guardarei segredos de liquidificadorEm menos de um minuto pedi para que entrasse meu substitutoNunca serei absoluto se quem não tiver comigo forAs pedras do caminho chutoAs vejo pelo espelho do retrovisorDesse transtorno que desfrutoVejo que age feito efeito divisor em tudo que façoAji Panca!Com o inferno o contrato assinado e no céu meu lugar reservadoO vai e volta constante dos surtosAltos e baixos na montanha dos russosUma mente delirante, de aparência constanteA dama e a cigana corda bamba vacilanteA flor o fel e o desertoOásis de gosto incertoEu chego quando me eu me ausento e a outra face, a mim mesma me apresentoQuem bate do lado de fora, me bate por dentro agoraFaço um motim contra mimMeu lado versus lado ruimMeu começo, meu meio, meu fim dualidade sempre fez parte de mimTemporal, porém perene amanhã outra sessão eu, eu mesma e a sirene nessa pacificaçãoA diaba convivendo com a santa? »Arremaria », « arreégua », Aji Panca!Não me misturo nem comigo mesmoTipo a água e óleo ou o joio com o trigoDa água ao vinho me embriago em mais um tiroA mente e o fantoche tipo um trem fora do trilhoCara ou coroa e faca corta é com dois gumesO tiro e a culatra um vira-lata e seus costumesFrutos nascem do estrume nisso que se resume uma ovelha negra um peixe podre no cardumeO prato azedo e fomeUm trago e tudo someSeis akineton e assino tudo em codinomeImagem espelhada e o reflexo do outro ladoHolograma projetado, no atalho pego erradoViagem sem volta ao meu labirinto neuralNão me vejo mas me escuto com um eco no final nuvem de fumaça e me perco na cortinaCarta pra mim mesmo com lágrimas de morfinaDumatu, Aji Panca!