Acho que esgoteiAs lágrimas que junteiEsforçadamente, ao longo de uma vidaE a todas sequeiNem meia dúzia deixeiComo pensão, para a solidãoNo fim do fim da vidaVejo que fiz malMas queria tanto esse lugarPertinho de tiJuntinho de tiA inventar o mundoVejo que fiz malNão choro nem com o telejornalDesgraça que vemDesgraça que vaiNem uma lágrima me saiTanto que te ameiE desse amor só herdeiA consciência, da imprudênciaQue é dar o tudo que se temSei bem que forjeiAs lágrimas que mostreiAo ver a tia bia de partidaVejo que fiz malMas queria tanto esse lugarPertinho de tiJuntinho de tiA inventar o mundoVejo que fiz malNão choro nem com o telejornalRevolta que vemDo banco que caiNem uma lágrima me saiQuase que me nasce um brilho nos olhosCada vez que tenho a bonança de verQue há sempre quem cuide da maré que vazaE que fica junto até ela encher