Nem Que o Mundo Venha Abaixo (Part. Joca Martins) – Baitaca – letras

Eu sou do campo donde o boi espicha o berroDa onde a marca de ferroTimbrou o tempo com brasaEu não me entrego pra modismo e pra tendênciaE defendo esta querência porque ela é minha casaNão me despilcho uso a indumentária inteiraPorque essa onda estrangeira nunca roncou no meu buchoSou missioneiro não conheço o tal de medoQuando eu morrer vou azedo, mas azedo de gaúchoMe fiz no fogo igual a um doce de tachoNem que o mundo venha abaixo me perco do meu rincãoNão abandono meu poncho e nem meu arreioQue a tradição é o esteio que sustenta o meu galpão(Baitaca, alegria grande cantar contigo, meu irmão!Meu amigo Joca Martins, nem que o mundo venha abaixoVamo conservando a cultura xucra, sem nuncafrouxá o garrão, meu parceiro!)Eu sou campeiro e escuto o som da campanhaRespeito a cultura estranha, cada um na sua aldeiaTudo no mundo tem seu lugar delegadoDentro do sino o badalo junto das mãos habaneiraMesmo que desça um disco voador no chãoNão largo da tradição que é a raiz que me amadrinhaE nas antenas de um Et boto meu açoNinguém mandou vim do espaçoEle que volte pra VarginhaMe fiz no fogo igual a um doce de tachoNem que o mundo venha abaixo me perco do meu rincãoNão abandono meu poncho e nem meu arreioQue a tradição é o esteio que sustenta o meu galpão(Baitaca, nem que o mundo venha abaixonão saímos desta estradaSó sai desta estrada quem não conserva o que é nossoDeus te ilumine nos palcos meu companheiro!Aí que eu me refiro!)

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