Nota Sem Título – Daniel Knup – letras

Meus vinte tão no fim e eu tô no meioTá acabando o recreio e eu perdi os meus amigosMeus dias são improvisos em batidas que receioEstarem em tempo errado mas sigo do mesmo jeitoNeruda e Drummond me falaram hoje mais cedoSobre amores e medos, rabiscos e segredosO vinho mais barato é clichê mas serve ao enredoE todos somo normais, só muda a forma e o contextoReflexo de pais sem condição ou estruturaDifícil ruptura entre ser ou não igualLetal filosofia que rouba meu sono hojeO que me faz humano é o que me mata enquanto animal?Exatamente onde eu não devia estar aproveitando o tempo de maneira duvidosaAlegria ociosa, odiosa e desconexaTermina onde começa e o fim me veste feito lepraAs chaves que Jose não tem também não sei onde estãoSigo em combustão enquanto o signo me moldaAo paço que eu vivo percebo que o que sobraÉ mais do que esperava então odeio a minha obraPequeno grande homem me mordendo igual a cobraMe cobram lucidez, mas o mundo segue drogadoA anestesia é toxica e o wifi sempre ligadoMe sinto perto deles sem ao menos ter tocadoO galo canta fora do horárioNão entendo o itinerário que o mundo me propõeSuponho que ter sonhos é ridículo vendo o numero de vezes que embaçam minhas visõesArtimanhas do destino que em seu trono arquiteta que o teto caia em cima das naçõesSão essas noções que me invadem as quatro e dezenoveE me esvaziam quando chega o amanhãO choro seco é o piorPois não anuncia a vindaE só cessa quando a vida não é vã

Laisser un commentaire

Concevoir un site comme celui-ci avec WordPress.com
Commencer