Nadando contraA tempestade de areiaDa ampulheta da existênciaOs olhos cheios de grãos e cegosTe empurram ao incertoAté quando vai se desculparPelo que só não entende?Até quando vai se flagelarCom a face na parede?Ainda não entende a idaAinda não aceitaQuando tem todas as respostasVê que as perguntas mudamEis o grande infortúnioQuando vê, o ponteiro já venceuOs meses e anosNão funcionam os planosEntão vem pra cáQue hoje está tão quenteE o frescor da sombraà o que há de importanteE a flor é a florO amor que vale a penaA dor é a dorE nada é problemaAinda busca as saÃdasAtribuir a culpaSe o tempo despeja areia aos diasQue ergamos castelos eCaso as ondas os derrubemQue seja noite de dormir ao relentoContemplar o universoE saber que tudo somosE tudo é bem mais