E agora sóSentado nessa sala que não é minhaE que claro por ironiaMe parece tão familiarMe vem vocêMe vem a sua caraSua conversa apimentada e raraE assim digamos tão particularEscuto o ritmoDaquele seu simples pandeiroE até sinto aquele cheiroDe amor e de samba espalhado no arE, minha nossa, de repente eu me lembroEra verão e a gente ficava bebendoIa vivendo à beira marTodo o mundo sentadoNa varanda do nosso sobradoE sonhando, altas horas, acordadoOlhando fixo pro luarEra serestaEra uma festa ver você e se apaixonarEra seu jeito, seus defeitosSua maneira de se darEra tão quenteEra pra gente tão maneiro que de repenteVocê ganhava o mundo inteiroSimplesmente com o menorE mesmo agoraSendo eu o único que restaTalvez daquela festaTalvez daquele marEu dou um jeitoTeto fugir, tento esconder mas me ajeitoMe acomodo pois me dói o peitoSomente por tentar lembrarDaquele cheiro, daquele pandeiroDaquele Rio de JaneiroDaquele seu verde olhar brasileiroQue era meu