Tenho meu cocar de penaColar de dente de feraSou nascido em CabanaBem no meio da tinguéraMinha selva é enfeitadaQuando chega a primaveraPra fazer minha caçadaFaço ceva na ramada onde a pintada béraDizem que o Ãndio é selvagemQuero que fiquem sabendoO Ãndio ama o verdeNas águas não põe venenoEles não assaltam bancosConforme vocês tão vendoVejo gente na cadeiaPor mexer em coisa alheia tem homem branco morrendoNo vale do TocantinsEntre castanhas e coqueirosO Ãndio sofre pressãoDe capangas e posseirosNão tem direito ao chãoOnde ele pisou primeiroOh! Tupã onipotenteOlhai pela nossa gente, os meus irmãos brasileirosDefendendo a naturezaDo sertão e da cidadeCantando e tocando violaConquistamos amizadeNo lugar onde chegamosAo partir fica a saudadePara o povo hospitaleiroOs dois Ãndios violeiros desejam felicidades(Pedro Paulo Mariano – Santa Maria da Serra-SP)