Outra vez a paranóiaNão consigo afastar o stressSempre a pensar o mal não adormeceâTentar manter a calma não te deixes vencernão permitas que a raiva se apodere do teu serâMas eu não consigo evitar em pensar nistoTodo o dia toda a noite me atrofia,A cabeça não está fria, de tanto maturar dói como se fosse estalarSó quero um pouco de paz para poder recuperarAs ideias, continuam a desfilar à minha frenteSequências saidas de uma mente doenteParece que está tudo a andar à volta,Na volta daqui a bocado vou arranjar uma escoltaPara me acompanhar numa viagem ao outro ladoA pouco e pouco a nóia deixa-me aprisionadoNão tenho hipótese alguma de sucesso estou possessoE daqui prá frente já não há regressoPara a nóia (x30)Suores frios passeiam â corpo abaixo corpo acimaFerida aberta em carne viva que ao alcool reanimaPermanentemente a queimar não deixa de me lembrarque esta dor está aqui e veio para ficarTento a todo custo manter a sensatezDigo a mim mesmo para não perder a lucidezMas da luz no fim do túnel já nada restaE como nos filmes de sexta-feira à noite no canal fiestaSinto que já não sobra nenhum buraco aberto onde eu me possa enfiarPerto do deserto,Posso fugir mas não me posso esconderPosso até rezar mas não há nada a fazerMais cedo ou mais tarde ela apanha o passoQuase que já posso sentir a cabra a apertar o laçoPara a nóia (x30)O que era o produto de uma mente distorcidaPassou para outro nÃvel logo de seguidaA alucinação deu lugar a uma constante realidadeCom requintes dignos de um livro do Marquês de SadeExperiencio uma metamorfose no corpo inteiroComeça pela pele, que lavo no chuveiroMas isto vai avançando para um estado cada vez mais precárioO meu corpo tornou-se numa espécie de mostruárioUma escoriação, um hematomaOu apenas mais uma chagaSucedem-se rapidamente como rimas do Virgul a dar no raggaOlho-me ao espelho e já nada consigo distinguirParece que fui atropelado por um TIRNão aceito mais ácidos marados do QuaresmaA minha vida nunca mais voltara a ser a mesmaPara a nóia (x30)