Peça Estranha – Baba de Cobra – letras

Levantei em tempo presenteQue amiúde se desdobra em dois.Ajustei claro em minha menteO que não se deixa pra depois.Parei para ouvir do diaSua música experimental.Gozei doce enquanto eu liaFragmentos de explosão verbal.Avistei nuvens e foguetesDe traçados quase angelicais.Desmontei um ou dois macetesPra entender de coisas maquinais.Lambuzei a cara com sorvetesEntre exaltações sensoriais.Enfrentei pedras e porretesComo fossem fatos naturais.E eu meio que não faço caso,Tem mais do que eu vi em sombras de mil tensões,E ao meio nunca me reparto,Brincando de ler entranhas de mil canções.E eis-me aqui neste degredoDe toda coerência,E aqui não há segredo,Só bruta experiênciaEis aqui este degredoDe toda coerência,E aqui não há segredoNem visos de ciênciaAplaudi vendo bem de pertoA mosquinha azul em plena ação.Redigi breve manifestoPela sua divinização.Caí na toca da aranhaMe expandindo entre suas projeções.Pari essa peça estranhaMartelada entre os meus botões.

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