A barranca do Rio PardoFiz um rancho com taquaraDerrubei a capoeiraE pus fogo nas coivarasEu passo horas pescandoNas noites de luas clarasA gente avista distanteLá no meio da vazante o bando de capivara, aiDourado é peixe braboPra gente pescar na varaEu gosto de tarrafearOnde tem as piaparasTabarana também caiNa rede do piraquaraSó pesco peixe graúdoPescar os peixes miúdos é uma coisa muito raraMeu remo é guatambuVarejão de guaiçaraCanoa fiz de paineiraQue não é madeira caraRemando contra a maréAs águas do rio separaNo balanço da canoaEu vou sentado na proa pescando peixe taquara, aiLá no remanso do rioOnde a corredeira vazaPra pegar peixe na sondaO anzol a gente preparaA vida do pirangueiroCom nada não se comparaQuando vai escurecendoComo é lindo ficar vendo aqueles bandos de araras(Pedro Paulo Mariano – Santa Maria da Serra-SP)