O meu caminho parece mais escuroquando escrevo o teu nome no muro,não vou me prejudicarsou bobo a ponto de confiar.Nós atolamos na mesma lama,pertencemos à raça humana,não vou me prejudicarescondo o que você quer achar.Mas você nunca quis saber o meu nome! (…saber o meu nome)à assim que se fazpra acabar com o teu lugar onde nasceue assim esquecer que também é meu.E não voltar jamais.Tentar e relutar pra não viver em paze abandonar a mim se não quiser mais.E aqui vou eu no meio de vocês,envelheci dez anos de uma vez,é o que me espera.A existência é curta não posso parar.Só o que eu vejo são pontas de lançasusurpando a minha esperança,são elas que esperampelo momento certo de me atacar.Mas eu também tenho minhas pontas de lanças! (…minhas pontas de lanças)Milhões de crianças morrem de fome enquanto eu reclamo da vida e fico pensando no que eu vou vestir amanhã, e quem eu vou enganar amanhã. A minha desonestidade não afeta a elas.Um polÃtico almeja os meus ouvidos e um desabrigado abatido me pede uma ajuda, um auxÃlio. Mas eu tenho que continuar, a vida não pode parar. Eu uso mais uma vez as minhas pontas de lanças!Qual é a minha parte na miséria?