Quando a Espora Silencia – Edinho Perlin – letras

[Quando uma espora se calaAté a pampa silenciaFica um manso em rebeldiaE um chucro mais bagualNa moldura da lareiraVira troféu de ilusãoDe quem desferrou o garrãoPelo êxodo rural]A orquestra da sesmariaPerdeu sua maestrinaQue regia teatinaO couro dos sem costeioQue cantava liberdadeE silenciou pra saudadeDos que emalaram os arreiosE o verso que andou calçadoCom essas mesmas esporasGavionando campo aforaCiscando em baile de ranchoVeio hoje pra gargantaCantar a alma do pampaQue silenciou lá no gancho(Podem calar o « tirrim »Das rosetas cantadeirasEnquanto o verso de campoAndar plasmado no sangueNão calam a voz do Rio GrandeNem essas bocas campeiras)As puas dependuradasConservam nos dentes gastosGosto de sangue e de pastoProvado pela fronteiraOnde andaram garroneandoCampo afora milongueandoNas cordas da barrigueiraAs esporas na paredeRetratam a realidadeQue o tempo não tem piedadeNem com o aço sanguinárioQuando a vida perde o brilhoO homem vai pro asiloE a espora pro antiquário(Podem calar o « tirrim »Das rosetas cantadeirasEnquanto o verso de campoAndar plasmado no sangueNão calam a voz do Rio GrandeNem essas bocas campeiras)Nem essas bocas campeirasNem essas bocas campeiras…

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