Ai caneloni, ai riggatoni, ai spaghettiAi orçamento, ai mantimento, ai balanceteMeu pagamento só me transa um omeleteEu cruzo a rua se pintar uma lanchoneteAi carne assada, ai um virado, ai um tutuO meu jantar à luz de vela é só anguTer na travessa só quiabo é um diaboNão dá pra pôr mais camarão no caruruAi, ai, ai que rangoE eu que to sem um mangoAi, ai, ai que fomeNessa terra não se comeTô sem almoçardesde ontem de manhãAi que saudade da comida da « mamã »!Ai parmegiana, ai um bom peixe à brasileiraà uma briga entre a carteira e a frigideiraNuma adorável feijoada nem pensarcom o feijão custando igual ao caviarNão tenho nem pra um prosaico strogonoffe me recuso a baixezas como gnocchiQuando resolvo ser um vegetarianoeu vou à feira e tomo logo um grande cano.