Reconvexo – Caetano Moreno Zeca Tom Veloso – letras

Eu sou o vento que lança a areia do SaaraSobre os automóveis de RomaEu sou a sereia que dançaA destemida IaraÁgua e folha da AmazôniaEu sou a sombra da voz da matriarca da Roma NegraVocê não me pegaVocê nem chega a me verMeu som te cega, careta, quem é você?Que não sentiu o suingue de Henri SalvadorQue não seguiu o Olodum balançando o PelôE que não riu com a risada de Andy WarholQue não, que não e nem disse que nãoEu sou um preto norte-americano forteCom um brinco de ouro na orelhaEu sou a flor da primeira músicaA mais velhaA mais nova espada e seu corteSou o cheiro dos livros desesperadosSou Gitá GogóiaSeu olho me olha mas não me pode alcançarNão tenho escolha, careta, vou descartarQuem não rezou a novena de Dona CanôQuem não seguiu o mendigo Joãozinho Beija-FlorQuem não amou a elegância sutil de BobôQuem não é Recôncavo e nem pode ser reconvexo

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