à hora de jogar as coisas velhas, fora desse quarto,Tomar nas mãos o leme desse barco,Sair da tempestade, pôr ordem no tempo,Sair de contra o vento e, cheio de vontade,Sair desses porões e cantar ao céu, de novo;A voz já não agüenta e o peito já não cabe mais.à hora de tomar nas mãos de novo a nossa geografia,Pintar de liberdade o verde desse mapa,Contar de novo a história como há muito tempoJá não se ouve mais nem se contou verdade,Bater na mesma nota e na mesma canção,Cantar de braços dados, levantar a mão.Canta, coração,Por essa voz que canta em mim,Esse desejo sem medida e paciência,Quase já desesperado de esperarTodo esse tempo e, esse gritoSufocando a garganta sem parar.Canta, coração,Por essa voz que canta em mim,E esse desejo sem medida e paciência,Quase já desesperado de esperarTodo esse tempo e, esse gritoSufocado na garganta sem sair.