Rumbeando Pro Fim – Edson Otto e Valdir Justi – letras

Eu sou o sopro do MinuanoA tropear nuvens de fumaça,Sou bate cascos das raçasRumbeando para a extinsão.Sou terra seca e chãoQue nem com chuva brotaEu sou mais uma grotaVirando cinza e carvão.Sou rio sugando venenoE bomba sugando rioSou o peixe que sumiuNum rio sem correntezaSou barro das profundezasE barranca sem belezaEu sou o próprio gemidoDa agonia da natureza.Sou um pássaro sem galhoE filhote sem sustento,Sou folha murcha ao ventoSem outra para nascerQuero-quero a não quererUma pampa agredidaSou a chama da vidaPeleando para não morrer.Sou estrada cortando campoE carreta puxando boiSou o revés do que foiQuando o peão tinha valorSou ganância e desamorA rebenquear a tradiçãoSou a própria destruiçãoDa obra do Criador.

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