81 não choveu no Maranhão82 a crise foi de matar83 ainda foi muito pior,os fazendeiros não puderam suportarSecou o pasto, tudo desapareceuO gado todo morreu, em quase todo lugarLá na fazenda Boa fé do MaranhãoLá em Matinha todo gado se acabouDe fome e sede era grande o desesperoE seu Cazuza o fazendeiro chorouChegou o dia perguntou a seu vaqueiroCadê a chuva e ele lhe respostouOlha patrão vamos ter fé em JesusE confiar no divino criadorAà Cazuza retirou-se da fazendaAngustiado com a seca despedidaChegando em casa ele disse à sua esposaOlha eu estou pensando na minha vidaLá na fazenda perdi toda criaçãovai acabar-se tudo que temos queridaAté o lago do coqueiro já secouCujas caras arribaram com a seca entristecidaLá na fazenda uns poços que ficaramO gado magro está morrendo atoladoDe fome e sede era grande o desesperoNão tenho talo de capim no meu cercadoO jeito agora é morrer cheio de fomeque o Maranhão agora estava acabadoMas Deus do seu com um sopro desagradoVendo os clamores da triste situaçãoEstacadores aqui na terra sofrendoSe quando eu me mandei chutando o chão84 o inverno segurouE houve muitas riquezas no MaranhãoE agora todo mundo está felizGraças a Deus, nosso pai da criação