Selva de ferasSou Pedro Silva de VeraOdeio selva de feraA natureza me esperaVerde mãe minha corO meu cavalo é de ossoEu lhe beijando o pescoçoEle me leva no dorsoAonde o sol vai se porEu só preciso de um pratoE pouco mais que um trapoE o nosso amor será um tratoQue jamais terá fimArruma tudo vamboraOra vambora se emboraE a sanfona de foraVai tocando pra mimà tombo é chuva caindoà lombo é burro subindoO vento venta zunindoE a carroça quebrouO vento roda moinhoA casa de um passarinhoUm kitnet de ninhoNosso filho salvouAfia o fio da facaE faz um feixe de estacaE finca pé na barracaA chuva passa passouE vem a noite estiadaE vem a lua molhadaE a sanfona danadaE nós vivendo de amorEnviado por Haroldo M Sousa – Mineiros/GO