Tão solta, tão disposta, soltinha todaAnda a distribuir elogiosE galanteios aos aresTão leve, ela é tão de ninguémQue quero ser delaQuero que esse querer seja dela tambémNem seletiva, somente livreSomente solta, soltinha todaTão de ninguémà mulher do mundoSem ônus, quase sempre sem bônusEu só invejo o riso livre do seu rostoAquele riso soltoE faço tanto gostoPorque sendo soltaEla é ela, no seu estado brutoSó carne, só momento, e curtoSó prazer, sem ônus, sem horaSem lamentosEla é tão ela quando é soltaBastou ser solta pra ser elaE só a descobri, estando solta