Silhuetas de Campo – Edinho Perlin – letras

Chegou a febre do sojaNa região da fronteiraTem gente vendendo gadoDeixando aberta a porteiraMudando o perfil ruralE a paisagem campeiraGente judiando da terraQue me legaram antigosCom veneno dessecanteSem ter noção do perigoRoubando a vida silvestreMatando o campo nativo(Minha alma de gaúchoEstampada na poesiaCom medo dessa mudançaDe uma invernada vaziaDe não ver na primaveraUma vaca lambendo a cria)Meus olhos temem o desertoNo que era campo em florDe não ver nas manhãs de maioUma tropa em fiadorE o grito de chega paisanoNa boca de um domadorTalvez por achar que o tempoNão perdoa, não dá tréguaE a mão de quem semeiaSó tem um rumo que cegaPois o campo embora forteSua vida um dia se entrega(Minha alma de gaúchoEstampada na poesiaCom medo dessa mudançaDe uma invernada vaziaDe não ver na primaveraUma vaca lambendo a cria)

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